6 orientações para ter uma plantadora de alta performance

Manutenção completa, limpeza e regulagens adequadas evitam o desgaste dos componentes e melhoram o plantio da soja


Entre os meses de setembro e novembro, é comum ver muitas plantadoras em campo, atuando fortemente na semeadura da soja. Essas robustas máquinas agrícolas representam um alto investimento na operação agrícola, por isso merecem cuidados para operar corretamente e alcançar uma boa vida útil.

Além disso, problemas de manutenção e regulagem das plantadoras devem ser evitados ao máximo porque prejudicam o plantio e os resultados da safra. “A boa performance da máquina está diretamente relacionada à operação e manutenção do equipamento”, afirma o engenheiro agrícola Rafael Galli, Gerente Comercial da Agritex Agrícola, concessionária autorizada de máquinas agrícolas da marca CASE IH, localizada em Água Boa (MT).

Confira 6 orientações para que a sua máquina tenha alta performance na semeadura.

 

1 - Limpeza das máquinas agrícolas

Antes de iniciar a operação de plantio, ao retirar a plantadora do armazém, o produtor deve observar se a máquina está devidamente limpa. Na teoria, a plantadora já deveria ter passado por uma limpeza completa após o plantio da safra anterior, antes de ser guardada. A limpeza externa deve ser feita com água e produtos que neutralizem a oxidação e corrosão causada pelos fertilizantes. Há ainda a higienização interna, havendo resíduos de sementes, o produtor pode utilizar jato de ar pressurizado para efetuar a remoção.

De acordo com Rafael Galli, a limpeza de resíduos é fundamental para manter a plantadora em boas condições de trabalho. “A abrasividade do adubo e de outros produtos pode danificar a estrutura do equipamento, podendo comprometer a parte elétrica de monitoramento de plantio e o próprio estrutural da maquina”, explica o gerente. “O adequado é guardar a plantadora limpa, lubrificada e com banho de óleo ou outros produtos que neutralizem o efeito corrosivo dos fertilizantes, conforme recomendado pelo fabricante.”

 

2 - Segurança

Os operadores devem estar treinados para conduzir a plantadora em segurança. Antes de ir a campo, o produtor deve se certificar se todos os componentes de segurança estão no equipamento, como pinos, travas, macaco de sustentação, corrente, adesivos de identificação de advertência, entre outros itens. “É importante fazer um verificação geral, confirmando se todos os itens de segurança estão na maquina, de acordo com as normas do fabricante”, diz Galli.

 

3 - Lubrificação

A excelente lubrificação de uma plantadora fundamental para o bom funcionamento do equipamento e plantio. Tanto o excesso quanto a falta de lubrificação podem prejudicar os componentes da máquina. “O ideal é fazer uma lubrificação completa. Isso inclui cubos de rodados, cubos de discos de corte e sulcadores de sementes e adubo, pinos, rolamentos, correntes, engrenagens, caixas de transmissão, entre outros. É preciso sempre obedecer o intervalo e pontos indicados conforme manual técnico do equipamento”, diz Rafael Galli.

De acordo com o engenheiro agrícola, observam-se muitos erros no quesito lubrificação. Geralmente, os produtores não aplicam graxas de boa qualidade, ou não possuem equipamentos adequados para realizar a lubrificação. “A falta de graxa é prejudicial, uma vez que causa um desgaste prematuro, basicamente dos rolamentos, retentores e cubos. O excesso de graxa também acaba danificando as vedações dos retentores, deixando assim uma porta de entrada para as impurezas, como terra, água e outros contaminantes, que danificam completamente os componentes”, explica Rafael Galli.

 

4 - Cuidados essenciais

O sistema elétrico que conecta o monitor de plantio na cabine do trator aos sensores de sementes de linhas precisam estar em boas condições. “É importante verificar a fiação para não ter panes elétricas, que impossibilitam o monitoramento completo do plantio’’, diz Galli. Outra prioridade é observar se as mangueiras hidráulicas, se estão em boas condições e sem vazamentos nos conectores. Caso elas apresentem vazamentos, poderão ter um mal funcionamento. Com resultado, as mangueiras não farão o acionamento da plantadora, principalmente na turbina de vácuo, marcadores de linhas, sustentação e transporte da plantadora. A estrutura de chassis da máquina não pode apresentar trincados capazes de impossibilitar o plantio com o equipamento.

Todos os discos precisam estar em condições ideais. De acordo com Galli, uma plantadora nova apresenta discos de corte de palha com diâmetro de 20 polegadas. O desgaste dos discos está relacionado basicamente às condições de trabalhos e tipo de solo, por isso o produtor deve ficar atento ao diâmetro mínimo do disco de corte. A recomendação técnica é substituí-lo quando estiver com tamanho inferior a 13 polegadas. “O disco com diâmetro muito pequeno não vai exercer a pressão correta no solo, não terá uma boa penetração de corte na palhada, e afetará diretamente a qualidade da semeadura”, diz Galli. Os discos sulcadores de adubo e sulcadores de sementes também pedem atenção. “Todos esses discos têm um limite de diâmetro e ajustes de ângulo de abertura do sulco. Mas geralmente os discos de adubo e de sementes têm um desgaste menor e não são trocados anualmente a cada plantio.”

O ideal é que o produtor faça manutenções preventivas com mão de obra especializada, sempre evitando paradas desnecessárias durante o plantio. A verificação de componentes gerais, como rodas limitadoras e cobridoras, discos, rolamentos, correntes, engrenagens, mangotes, borrachas de vedações, mangueiras, sensores, cabos e discos de sementes são requisitos fundamentais que o técnico observa durante a manutenção. “O custo do cuidado é sempre menor que o custo do reparo”, diz Galli.

Para auxiliar nessa etapa da produção agrícola, a Agritex, concessionária da Marca CASE IH, é parceira da Rede AgroServices, e oferece na plataforma total infraestrutura de maquinas, peças e serviços, com mão de obra especializada para atendimento. Os produtores podem contratar horas de manutenção e peças genuínas da Marca CASE IH por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices, clique aqui e confira ofertas de gestão automotiva.

 

5 - Pneus adequados

Os rodados e pneus das plantadoras também devem ser observados. “Além de ser o ponto de sustentação da máquina, é partir do contato do pneu com o solo que ocorrerá o movimento motor de acionamento de embreagens, eixos, engrenagens, correntes e transmissões. Assim, haverá também o acionamento dos distribuidores e dosadores de adubo e semente”, diz Galli. No entanto, segundo ele, nas plantadoras equipadas com taxas variáveis, seja no adubo ou na semente, o acionamento não se dá pelo movimento dos pneus da plantadora e, sim, por sistemas hidráulicos ou eletrônicos acionados diretamente pelo trator.

Para os pneus dos tratores, os cuidados estão relacionados à calibração e lastreagem correta, de acordo com o manual técnico do fabricante. “Pneus com calibração inadequada e falta de lastreagem do trator interferem diretamente no poder de tração, velocidade de trabalho e compactação de solo. Provocam consumo elevado de combustível, desgaste excessivo de componentes e baixa performance da operação’’, explica Rafael Galli.

 

6 - Regulagem da plantadora

Esse tema é de suma importância, pois influenciará na qualidade do plantio e no potencial produtivo da cultura. “Como vimos, a manutenção bem feita vale para o plantio inteiro na maioria das vezes. Mas, as regulagens devem ser feitas diariamente em função do tipo de solo, tipo de palhada, quantidade de fertilizantes, variedade que está sendo semeada, entre outros fatores”, afirma Galli.

De acordo com o Gerente Comercial da Agritex, os problemas mais comuns estão relacionados ao ajuste de nivelamento do cabeçalho em relação ao trator, pressão nos discos de corte, pressão de carrinhos de plantio, ajustes nas rodas limitadoras de profundidade e nas rodas cobridoras, pressões de vácuo, ajustes dos dosadores de adubo e semente. “Muitas vezes no campo nos deparamos com máquinas de alta qualidade e tecnologia, mas totalmente desajustadas para as condições de trabalho, o que resulta em um péssimo plantio com grandes custos ao produtor rural”, explica ele.

Outro fator muito importante a ser destacado é a velocidade de plantio, sendo este o principal cuidado a ser tomado durante a semeadura. Plantadoras com sistema dosadores a vácuo permitem velocidades maiores, recomendadas de 6 a 8 km/h. Já para sistemas de dosadores mecânicos, a velocidade precisa ser mantida abaixo de 6 km/h. “O potencial produtivo de toda e qualquer cultura está diretamente ligada a maior uniformidade na deposição da semente no sulco do solo. Isso se consegue com um plantio em velocidades adequadas”, afirma Rafael Galli.

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