9 problemas que emperram o desenvolvimento da cana

Saiba como melhorar a gestão, manejo da lavoura e elevar a rentabilidade do canavial

As usinas de cana-de-açúcar gerenciam a produção de etanol e açúcar de acordo com as demandas do mercado. Com atividade de porte empresarial, a maioria das usinas conta com sistemas informatizados de controle do negócio e boas práticas de gestão. Além de colherem a própria matéria-prima, muitas usinas complementam o volume de processamento comprando cana de terceiros.

Os fornecedores, no entanto, ainda pecam em muitos aspectos que impactam no desenvolvimento do negócio. Confira 9 problemas que prejudicam os produtores de cana e soluções ofertadas na Rede AgroServices (ainda não faz parte da rede? Cadastre-se aqui).


1 – Gestão imprecisa

De acordo com o professor do Pecege João Rosa (Botão), os produtores de cana têm dificuldade de controlar as despesas do negócio. “A maior parte dos produtores não controla os custos de produção. Geralmente ele só controla o fluxo de caixa e sabe se a conta fecha no azul ou no vermelho no fim da safra”, diz.

Para ajudar o produtor a resolver esse problema, a associação Pecege oferece o serviço Diagnóstico dos Custos de Cana para resgate por pontos na Rede AgroServices (confira o serviço aqui). “O nosso serviço dá uma avaliação mais precisa do negócio, com maior confiabilidade e previsibilidade. Os cálculos não são complexos, é a organização da base de dados que tem inteligência”, explica Botão. O Pecege é uma associação com foco em pesquisa e educação que realiza estudos e levantamentos sobre custos da cana há mais de 10 anos.

De acordo com o professor, o serviço oferecido pelo Pecege na Rede AgroServices não é uma consultoria padrão. Trata-se de um serviço com foco no cliente e que ainda oferece “benchmarking”, ou seja, informações de mercado e de concorrentes que servem de base para melhor orientar o produtor. O atendimento tem início com a primeira visita presencial, para analisar os dados da fazenda. “Depois vamos auxiliar e acompanhar o negócio. O nosso trabalho costuma ser muito customizado, a depender do nível de informações que o produtor tem”, explica Botão.


2 - Depreciação do maquinário

Uma colhedora de cana vale, em média, R$ 1 milhão, e tem vida útil considerada baixa. “Em cerca de seis anos a colhedora fica depreciada, em função da intensidade da sua atividade no campo”, afirma o professor do Pecege. Já que a depreciação de maquinário é inerente à atividade canavieira, o produtor precisa aprender a lidar com esse problema, estudando a melhor forma de investir. “Para ter escala [de produção] suficiente que compense a compra de uma máquina, o produtor tem que ter acima de 900 hectares cultivados O custo do maquinário é um dos mais importantes, cerca de 40% dos custos de produção da cana são investidos na colheita”, explica Botão.A solução para pequenos produtores é contratar serviços de colheita terceirizada da cana ou apostar em parcerias com outros produtores, em condomínios para aquisição de máquinas compartilhadas.


3 - Replantio do canavial

A colheita inadequada, com velocidade acima do recomendado ou problemas no ajuste das colhedoras, causa estragos. “Um abalo da soqueira compromete os cortes seguintes, deixa muita perda no campo”, afirma o professor João Rosa (Botão). Com isso, a longevidade do canavial é abreviada e o produtor precisa investir na renovação da lavoura com maior frequência. O problema é que o plantio de cana exige um alto investimento, em torno de R$ 7.500 por hectare. De acordo com Botão, essa despesa precisa ser gerida com eficiência. “É interessante ter um canavial mais longevo porque, quanto mais tempo produzindo, menos custo”, diz Botão. “Isso depende muito do cuidado com o canavial. Geralmente, a cana dá entre 5 e 7 cortes, mas tem produtor que consegue chegar a 13 cortes.”


4 – Produtividade e qualidade

Para calcular a produtividade da lavoura, a maioria dos produtores se baseia na quantidade de cana colhida por hectare. O problema é que esse dado pode ser impreciso. O que importa para a renda do produtor é a quantidade efetiva de açúcar que foi extraída da cana.Portanto, para melhorar o desenvolvimento do negócio, o cálculo de produtividade deve levar em conta o ATR – Açúcar Total Recuperável. “O ATR influencia na receita do produtor. Então é importante ter produtividade por hectare com uma matéria-prima de qualidade, com maior ATR e livre de resíduos”, explica Botão.


5 – Economia de insumos

Diversas questões interferem na produtividade, como o clima e muitos detalhes de manejo. O clima é um fator incontrolável, enquanto que o manejo pode ser aprimorado a cada safra. Um problema de manejo, segundo João Rosa (Botão), é descuidar do investimento em insumos. “O produtor precisa parar de enxergar os insumos como custo. O investimento em fertilizante, herbicida, inseticida e maturador não são custos, eles são essenciais para atingir altas produtividades”, afirma o professor do Pecege. Como solução, o produtor deve buscar um equilíbrio para esse investimento, com base na análise de custo-benefício.


6 – Cálculo de rentabilidade

A formação do preço da cana depende do mix de produção de açúcar e etanol. Mas os preços são influenciados por questões mercadológicas e oscilam muito. “Estamos numa atividade que trabalha com commodities. O produtor não tem nenhum controle sobre o preço de venda da cana, pois isso é determinado pelo mercado”, diz Botão.

Para contornar esse problema, a única solução é reforçar o controle financeiro. “O lucro é igual ao preço menos o custo. Se o produtor não controlar o custo, não tem como saber se vai ganhar dinheiro”, diz Botão. Com o cálculo assertivo dos custos de produção e acompanhamento dos fatores de mercado que influenciam no preço da cana, o produtor pode traçar estratégias para garantir rentabilidade. “O produtor precisa fazer uma reserva de caixa e ter uma boa gestão dos custos. Ele tem que se planejar para o negócio aguentar momentos de preços ruins”, diz o professor do Pecege.


7 – Comercialização

A cana matura ao longo do ano e a quantidade de açúcar em seu interior é variável. Geralmente, entre os meses de julho e setembro, o tempo seco nas principais regiões produtoras faz com que a planta estoque mais açúcar no colmo. Por registrar o maior nível de ATR, esse é o momento certo para vender a cana com melhor rentabilidade.O problema é que as usinas não processam toda a produção de cana em apenas três meses. Para entregar a colheita no pico de safra ou evitar possíveis perdas, o produtor pode encontrar soluções para o contrato de comercialização. “O produtor pode incluir uma cláusula que determine quando a cana será colhida para mitigar o risco ou travar o preço do ATR”, diz o professor do Pecege.


8 - Certificação

Há fazendas que não atendem padrões internacionais de excelência na produção de cana. A solução é investir em certificações para valorizar mais o produto. Para auxiliar na certificação Bonsucro, a Rede Agroservices oferece a auditoria da certificadora parceira Cert ID, por meio do resgate de pontos. Confira a oferta no link aqui.

Outras certificações vêm surgindo para atender o setor, de acordo com o professor do Pecege. “Há uma tendência de dar garantias que o produtor está entregando uma produção em conformidade ambiental, trabalhista, social. Mas ainda não se sabe como essa questão de rastreabilidade poderá impactar no custo e no preço da cana”, diz Botão.


9 – Sucessão familiar

Muitas fazendas são comandadas por famílias e conflitos entre gerações na condução do manejo da cana costumam abalar a gestão do negócio. A solução para esse tipo de problema é organizar a estrutura da empresa agrícola e traçar um plano de sucessão. Assim, os pais podem ficar tranquilos com relação à perpetuidade do negócio e os filhos estarão mais preparados para assumir a produção de cana no momento certo. Consultorias especializadas no tema oferecem orientação para agricultores e sucessores. Os interessados nesse tipo de atividade podem contratar o serviço por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices, confira as opções aqui.

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