Análise de solo auxilia no aumento de produtividade da soja e do milho

Plano nutricional garante correção de solo adequada, maior eficiência na aplicação de fertilizantes e consequente crescimento da produção

A análise de solo é um processo essencial para planejar uma boa safra. Plantas de soja e milho bem nutridas produzem mais, por isso, o agricultor precisa entender a capacidade que a terra tem de "alimentar" a plantação e realizar as correções de solo necessárias com base na prescrição agronômica. “Recomendamos que se faça análise de solo todo ano, é necessário ter um acompanhamento e diagnóstico da área anualmente. O produtor que tem uma sequência de correção de solo adequada consegue ótimos resultados”, diz o engenheiro agrônomo Amaury Cezar Macedo, presidente da Associação Brasileira dos Prestadores de Serviço de Agricultura de Precisão (ABPSAP).

De acordo com Macedo, a análise de solo permite que o agricultor possa criar um plano de gestão de nutrientes para a safra, visando cultivos de alta produtividade. “A análise de solo permite fazer uma recomendação de uso adequado de corretivos, fertilizantes e adubo foliar e em quais fases da cultura isso deve ser feito isso”, explica Macedo. A ABPSAP oferece atendimento aos produtores por meio de parceira com a Rede AgroServices, confira informações aqui.

 

Aumento da produtividade de soja e milho

O primeiro passo para realizar a prescrição agronômica é avaliar o laudo laboratorial. “Avaliamos os dados de nutrientes no solo, para planejar o aumento de produtividade de soja e milho sabendo a exportação de nutrientes que vamos ter e a demanda da planta”, explica Macedo. “A análise de solo é importante tanto para a soja quanto para o milho porque planejamos uma adubação de processo produtivo que se inicia antes do plantio da soja e também atende a segunda safra de milho.”

Como resultado desse processo, é possível garantir uma aplicação mais consciente e eficaz dos fertilizantes, aumento de produtividade e lucratividade. “Temos relatos de agricultores que já no primeiro ano tiveram ganhos em produtividade, com aumento de 5 a 10 sacas. Temos até casos de produtores que saíram de 60 para 75 sacas por hectare, são ganhos expressivos”, afirma o presidente da ABPSAP.

 

Amostragem de solo

O sucesso da análise de solo começa com uma boa amostragem, que seja capaz de levar em consideração as características da fazenda e os objetivos do produtor para a safra. Usualmente, cada amostra pode representar talhões ou áreas que variam de um a 50 hectares. “Geralmente as amostras são feitas por zona de manejo, onde se identificam áreas mais homogêneas, ou com base em mapas de colheita e imagens aéreas”, diz Macedo.

O problema, no entanto, é que a coleta das amostras no campo brasileiro ainda deixa a desejar. “Normalmente, o produtor não tem método nem ferramenta adequada para fazer a coleta de amostra de solo. Os pequenos e médios produtores às vezes utilizam um enxadão para retirar o solo ou retiram apenas uma camada superficial”, afirma o engenheiro agrônomo.

Infelizmente, segundo Macedo, a amostragem inadequada impacta negativamente na análise de solo e planejamento de fertilidade. Como solução para esses agricultores, o recomendável é buscar empresas com equipamentos adequados para realizar uma amostragem profissional. “As empresas especializadas coletam até 60 centímetros de profundidade de solo e de forma estratificada”, explica o presidente da ABPSAP.

 

Desafios no manejo

De acordo com Amaury Cezar Macedo, observa-se que a maioria dos produtores não tem a base para um solo produtivo. “Observamos que geralmente falta calcário, gesso, fósforo, às vezes falta potássio. Vemos áreas muito férteis e áreas muito pobres dentro de um mesmo talhão. Essa desuniformidade acaba reduzindo a produtividade”, conta o agrônomo.

O desafio para melhorar o manejo é tentar homogeneizar as áreas produtivas. Segundo Macedo, tecnologias de Agricultura de Precisão são grandes aliadas nessa tarefa. “A agricultura de precisão é uma ferramenta que corrige essa desuniformidade e usamos a análise do solo para determinar o potencial produtivo daquele ambiente, respeitando as características regionais e as características fenológicas das plantas para expressar todo o potencial genético”, diz o agrônomo. Quer resgatar seus pontos na Rede AgroServices por consultoria em Agricultura de Precisão? Clique aqui para conferir as ofertas.

 

O que a análise de solo pode oferecer?

­O laudo técnico pode apresentar diversas informações que são úteis para o manejo de solo. O documento pode apresentar dados físicos do solo, como o teor de argila, características químicas, de macronutrientes e micronutrientes. O teste laboratorial também ajuda com outras informações muito relevantes para o manejo, como a matéria orgânica, a presença de nematoides e no auxílio da avaliação de compactação do solo.

De acordo com a estimativa do laboratório IBRA, o Brasil tem potencial para realizar 8 milhões de análises do solo por ano. No entanto, apenas 35% são realizadas anualmente. Para auxiliar os produtores que desejam realizar a análise de solo, o IBRA é parceiro da Bayer e oferece o serviço por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices, confira a oferta aqui.

O IBRA é líder de mercado há mais de uma década com atuação desde 1980 e forte tradição no agronegócio. A sede da empresa fica em São Paulo e há unidades regionais em outros estados, tais como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Os produtores podem enviar as amostras de solo por Correios e transportadora ou entregar pessoalmente em postos de atendimento. “Recebemos as amostras de acordo com o que o cliente determinar. Pode ser com o nome da fazenda, a coordenada geográfica e numeração de amostra, da área ou talhão”, explica Ana Godoi, Consultora Técnica do IBRA.

O laboratório solicita que cada amostra tenha pelo menos 200 gramas de solo, quantidade considerada suficiente para análise e possível reanálise. A maioria dos resultados ficam prontos entre 5 e 7 dias úteis e o laudo tem validade de 12 a 18 meses. “Cada tipo de análise tem suas especificidades e um prazo para entrega. No caso da análise de nematoides, o prazo é maior, de 15 dias úteis. É quantificado e identificado o gênero [do nematoide] e em 90% dos casos conseguimos identificar a espécie”, diz a Consultora Técnica. O laudo laboratorial fica disponível no site da empresa e também é enviado ao produtor por e-mail.

 

Quanto custa?

De acordo com Ana Godoi, a análise de solo é um investimento importante e vantajoso para o produtor. “Uma análise de solo custa entre R$ 20 e R$ 60. Às vezes, o produtor acha que é caro, mas é um valor muito pequeno se comparado com todos os benefícios que ele pode ter”, diz ela. “Todos os elementos são muito importantes e vão contribuir para o desenvolvimento da soja e do milho, mas os elementos presentes no solo e as necessidades dependem de cada cultura, de cada área onde a amostra foi coletada e do histórico de produção do cliente.”

Entre as vantagens do serviço, Ana Godoi também cita o aplicativo FieldPoint. “Temos uma plataforma para gestão completa da amostra do solo, ou seja, desde o seu planejamento até a consulta do resultado analítico”, diz. O aplicativo FieldPoint é capaz de fazer a leitura de código de barras da embalagem de coleta das amostras para registro georreferenciado do ponto amostrado e conexão com o laboratório.

Produtores cadastrados no programa de pontos da Rede AgroServices (não conhece o programa? Cadastre-se no link aqui) podem contratar o serviço de análise de solo do IBRA por meio do resgate na plataforma. As quatro opções de análises abaixo estão disponíveis para resgate, confira a oferta no link aqui. 

  • Análise básica: pH (CaCl2 e SMP), V%, CTC, SB, MO, P (Resina ou Mehlich), K, Ca, Mg, Al, H + Al, Relações, % Nutrientes na Saturação de Bases.
  • Macro e Micronutrientes: pH (CaCl2 e SMP), V%,CTC, SB, MO, P (Resina ou Mehlich), K, Ca, Mg, S, Al, H + Al, Relações, % Nutrientes na Saturação de Bases, B, Zn, Fe, Cu, Na, Mn.
  • Análise físico-química: pH (CaCl2 e SMP), V%,CTC, SB, MO, P (Resina ou Mehlich), K, Ca, Mg, S, Al, H + Al, Relações, % Nutrientes na Saturação de Bases, B, Zn, Fe, Cu, Na, Mn, Areia, Site, Argila.
  • Quantificação e Caracterização de Nematoides: análise quantitativa no solo/raiz, identificação por gênero e espécie.

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